Blog do Marcos

Posts de Julho, 2009

103 ANOS DE MARIO QUINTANA, VIVA!!!

Publicado por Marcos em 30/07/2009

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CORAÇÕES GELADOS

Publicado por Marcos em 25/07/2009

Poderia vir aqui neste espaço e simplesmente escrever sobre o frio intenso que atinge a minha terra. Com temperaturas negativas que escondem o povo dos bares, das ruas de Porto Alegre. Mas não. Venho aqui falar de meu amigo, Valmir, que neste instante está numa cama de hospital… Deve estar pensando na vida, nas mulheres. Sei lá… Advenho que tenhas esses pensamentos que acabo de escrever.

Meu amigo antes era cercado de amigos, colegas de todas as categorias. Era lembrado, e as vezes, ele lembrava que existia para os outros que os esqueciam sem nenhum olhar sobre os seus olhos castanhos escuros que o fazem ver este mundo que nós enxergamos.

Estive o visitando uma semana atrás no hospital. Depois de alguns dias soube que ele fora internado outra vez. Uma questão me vem a mente: Cadê os amigos de meu amigo? Eu não sei onde andam. Mas de alguma forma, ou outra, que neste mundo existe e não sabemos quais são, meu amigo, Valmir, deve estar sofrendo de dor no coração por não contar com o ombro amigo de cada amigo que em várias noites dançaram ao seu lado. Ele por sua força, coragem, sinceridade que passou para meu ser, está tentando vencer está dificuldade que surpresadamente a vida nos dá.

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O QUE CUSTA SONHAR?

Publicado por Marcos em 19/07/2009

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QUINTANARES

Publicado por Marcos em 04/07/2009

Vou registrar, neste meu novo abrigo, o poema de Manuel Bandeira ao poeta Mario Quintana. Esse poema foi escrito por Manuel, logo quando a ABL achou Mario Quintana caminhando sobre a Andradas, em Porto Alegre.

Quintanares / Manuel Bandeira

Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares…
Insólitos, singulares…
Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.
São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares
Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares…
Perdão! digo quintanares.

Que eu vou passando e passando,
Como em busca de outros ares…
Sempre de barco passando,
Cantando meus quintanares…
Mario Quintana

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